O Governador João Dória está prestes a destruir o Parque Estadual Alto Ribeira (PETAR), que abriga a maior porção de Mata Atlântica no Brasil, reconhecida pela UNESCO como patrimônio da humanidade, e onde residem povos tradicionais e dezenas de comunidades quilombolas, 26 delas reconhecidas pelo Estado, que resistem há décadas na região!

No discurso bonito e elaborado do Governo, a proposta é iniciar um processo de concessão do uso e exploração do parque, sob a justificativa de que assim será possível ampliar o desenvolvimento da região e estimular a economia local. Mas conhecendo o João Dória, a gente sabe que não é bem assim. Na prática, ele quer privatizar 160 hectares de um patrimônio natural público!

Uma consulta pública foi aberta, mas até esse processo foi feito a toque de caixa, excluindo a população local, e sem a apresentação de estudos técnicos sobre os impactos que a entrega desse patrimônio público causará na região, sobretudo para as comunidades tradicionais, agricultores de subsistência, monitores ambientais e moradores da cidade de Iporanga.

Se não nos mobilizarmos agora, o PETAR será vendido e entregue de mãos beijadas à iniciativa privada para exploração comercial por 30 anos, gerando impactos ambientais, sociais e econômicos irreversíveis! E precisamos ser rápidos: o prazo para o envio de contestações acaba em poucos dias! Por isso, preencha o formulário*, envie sua indignação ao governador João Dória e exija a suspensão imediata da privatização do PETAR!




*A lista de apoiadores da campanha, que se inscreveram no formulário, poderá se tornar pública, ser anexada a uma eventual ação civil pública, investigação do Ministério Público ou entregue aos tomadores de decisão alvos da campanha, como uma tática de pressão.








No dia 20 de outubro o Governo do Estado de São Paulo abriu uma Consulta Pública sobre a Concessão de 160 hectares do PETAR.




O processo foi feito às pressas e sem diálogo com as comunidades tradicionais que habitam a região, as principais impactados pelo processo de concessão.




O discurso do Governo é pomposo, mas as verdadeiras intenções são outras. O Governador quer vender o parque e deixar o futuro de centenas de pessoas nas mãos da exploração comercial da iniciativa privada.













Mario Aparecido Santana, nativo e
morador do Ribeirão de Iporanga




Zeca do Quilombo
dos Pilões de Iporanga



Zé Santana, morador do bairro
Ribeirão dos Camargos




Cidão, monitor ambiental
e quilombola




Rosalina da Silva,
nativa de Ribeirão Iporanga




Maria Cristina, professora,
educadora e moradora do bairro Serra







“O projeto de concessão do PETAR foi retomado em julho de 2021 a toque de caixa, sem transparência, sem disponibilização do material de estudos de viabilidade econômica, sem participação e inclusão da comunidade, e foi realizado durante a pandemia, sem a manifestação prévia do Conselho Gestor do Parque. Solicitamos ao Governo de Estado de São Paulo a suspensão do processo de concessão do PETAR porque acreditamos em modelos integrados que priorizem o bem estar social, valorizando a nossa cultura local e promovendo sobretudo um desenvolvimento equitativo de nossas comunidades tradicionais, monitores ambientais e toda a população.”

Ana Beatriz Nestlehner, Arquiteta Urbanista e integrante do Movimento PETAR Sem Concessão.






“A concessão beneficia grandes empresas e ameaça a rede econômica do turismo local, principalmente o pequeno empreendedor e monitor autônomo. O processo chega a conceder à empresa vencedora os direitos sobre o uso do nome PETAR. Dessa forma, até mesmo os trabalhadores locais, que atuam há anos na região, terão que pagar pela utilização da sigla. A proposta também ameaça a biodiversidade local, pois não exige que as empresas interessadas tenham experiência com conservação e preservação ambiental”

Priscila Leal, diretora do SINTPq e pesquisadora do IPT.